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Software livre nas instituições públicas

Opinião | Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014 - 18h38 | Autor: Gerson Luiz Martins
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No universo da informática há muita coisa, programas, aplicativos e até mesmo equipamentos gratuitos. Os equipamentos são conhecidos como “hardware" ou mesmo “devices”, embora este última nome seja restrito a equipamentos portáteis e pouco utilizado entre as pessoas em geral. Os programas, aplicativos - tanto para celulares, tablets e mesmo computadores portáteis (notebooks) ou de mesa (desktops) - são conhecidos como “software”. Os computadores em geral e os equipamentos como celulares e tablets, que não deixam de ser computadores, dependem, para cumprir suas funções dos “softwares”, sem os quais se tornam amontados de peças sem utilidade. Esta introdução tem como objetivo deixar claro qual a importância do software no mundo informatizado em que vive a sociedade. Para se ter uma dimensão da importância do software, lembre-se que os atuais computadores são desligados por meio de ação no sistema operacional. Há alguns anos, o desligamento dos computadores era realizado mecanicamente por meio do acionamento de um botão que cortava a energia elétrica que alimentava as placas eletrônicas da máquina.

Há, neste momento em todo mundo, centenas de milhares de especialistas em software na criação de novos programas, aplicativos; no desenvolvimento de atualizações desses programas. Há milhares de empresas que se dedicam a este trabalho, essas mesmas empresas gastam fortunas em pesquisa e desenvolvimento e, portanto, cobram muito caro por inúmeros programas de computador que produziram e que facilitam a vida de milhares de pessoas, como por exemplo o programa que a maioria utiliza para escrever um texto, como o Microsoft Word, chamado de software-proprietário, pois tem reserva de uso, direitos de propriedade da empresa Microsoft. Há também neste universo de programas de computador, software, milhares de pessoas que desenvolvem produtos não-proprietários, que são distribuídos gratuitamente para a população. Esses softwares, normalmente, são desenvolvidos em fundações de pesquisa, institutos públicos de tecnologia financiados por inúmeros governos e pagos por meio dos impostos imputados às pessoas.

Uma primeira questão que se deve considerar é por que centenas de instituições públicas pagam muito caro por softwares proprietários enquanto há centenas de outros gratuitos desenvolvidos no âmbito das próprias instituições? Inúmeras instituições públicas, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, utilizam, por exemplo, como sistema operacional nos computadores o Windows cujas licenças de uso são pagas e num custo elevado. De outro lado, há disponibilidade de outro sistema operacional, Linux, hoje com grande facilidade de uso que não tem qualquer custo, é gratuito! Há alguns anos, esse sistema possuía varias dificuldades para o uso cotidiano. De alguns anos para cá, o sistema recebeu centenas de melhorias que proporcionam maior facilidade de uso. A oferta de programas, para as mais diversas finalidades, da mesma forma, cresceu muito e há softwares para qualquer necessidade, seja para tarefas financeiras, educacionais, burocráticas, processadores de texto, planilhas, para inúmeros tipos de serviços. Não existe, atualmente, dificuldade em se encontrar softwares que atendam as principais demandas das instituições públicas.

E ainda uma última questão importante, muitos centros de desenvolvimento tecnológico governamentais desenvolvem softwares para o sistema Linux, porque é um sistema operacional de código aberto, sem custo. Então por que pagar mais caro se se pode ter um produto gratuito?


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